A história

A Infância e os Besouros
"Fui criado numa roça no interior do Espírito Santo, em Pedro Palacios — Ibiraçu."
Nascido no interior de Minas Gerais, Anderson chegou ao Espírito Santo com 2 anos. Era no quintal da casa rural que, ao ajudar o pai a limpar o terreno, encontrava besouros e borboletas. Para o menino, eram criaturas grandiosas — cheias de cores e formas que fascinavam e que ele depois desenhava. Ali nasceu, sem que soubesse, o olhar que definiria a sua arte.

O Silêncio Necessário
"A pressão social dizia que era preciso ir para a cidade, estudar, ter uma profissão."
O fascínio pelos insetos ficou adormecido por anos — não esquecido, apenas pausado. Mas a arte nunca abandonou Anderson. Aos 14 anos abriu o seu próprio atelier de design. Aos 17 estava em Belo Horizonte a fotografar moda e a trabalhar em agências de comunicação. Aos 24 partiu para a Europa. Aos 29 estava em África. O mundo tornava-se o seu estúdio.

O Ponto de Viragem
"Em 2014, estava em Londres quando meu pai faleceu. Tudo mudou."
O seu pai foi o seu maior mestre — ensinou-lhe a olhar para a natureza, a respeitá-la, a preservá-la. A perda foi devastadora. Naquele momento de dor, Anderson voltou-se para a única coisa capaz de ser maior que a morte: a arte. Regressou ao Brasil, a Ibiraçu, e juntamente com a sua mãe começou a construir o que se tornaria Gigantes por Natureza.

O Projeto Nasce
As primeiras coleções surgiram uma a uma. A primeira exposição aconteceu em São Paulo. Depois vieram Portugal — o Palácio de Seteais em Sintra, o Museu de Coimbra. E o mundo foi abrindo as portas: Florianópolis, São Paulo, a Bienal de Roma, a Amazónia. Hoje, Gigantes por Natureza é um projeto em permanente expansão — levando ao mundo a beleza quase invisível que Anderson aprendeu a ver quando ainda era menino.